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Mas seria injusto resumir a nossa história apenas à rejeição, à dor e à violência. Como já disse anteriormente, minha mãe sempre foi uma mulher de extremos. Tudo nela era intenso demais. O amor vinha em excesso, assim como a raiva. O carinho era exagerado, quase sufocante às vezes, da mesma forma que as agressões emocionais também eram profundas. Ela nunca soube viver sentimentos pela metade. E apesar de todas as feridas que carrego, eu também guardo muitas lembranças bonitas da nossa vida juntos. Existiram momentos felizes. Existiram demonstrações sinceras de amor, cuidado, preocupação e afeto. Houve risadas, proteção, dedicação e memórias que ainda hoje conseguem aquecer partes do meu coração. Minha mãe amava de forma descontrolada. Sem equilíbrio. Sem filtros. Sem limites emocionais. E talvez justamente por isso tenha sido tudo tão intenso entre nós — tanto o amor quanto a dor. O objetivo desta narrativa não é transformar minha mãe em vilã, nem apagar as coisas boas que vivemos. O q...