Correntes
Nunca fui livre,
sempre fui lançado em inúmeras prisões,
algumas delas adentrei de maneira voluntária,
e essas foram as mais difíceis de sair.
Sempre deixado de lado,
sempre a última escolha,
o motivo do riso,
a inspiração para o deboche.
De cabeça sempre baixa,
olhos fitados ao chão,
com o corpo sendo doado
em busca de compaixão.
Longo e difícil caminho.
Disso tudo, pouco me acompanha,
embora ainda tenha força,
pouco interfere nas minhas escolhas.
Talvez tenha se convertido em força
toda aquela tristeza,
todo aquele abandono.
Hoje já não pesa na alma.
Aprendi a ser só
e a estar bem em minha própria companhia.
A solidão já não dói nem assusta.
A noite, por mais escura que esteja,
não causa espanto,
nem consome esperanças.
Tudo se tornou uma vaga lembrança
que, às vezes, insiste em se apresentar,
mas acaba sendo deixada de lado.
Parece não, você le almas ; dilacera....
ResponderExcluirVc é profundo
ResponderExcluirUm lamento triste !!!
ResponderExcluirLindo,escreve muito bem! Um poeta, parabéns! 😍
ResponderExcluir👏 muito bom
ResponderExcluirParabéns poeta !!!!!!
ResponderExcluirUm perfeito poeta ! Parabéns.
ResponderExcluirTOP
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