Cruel

Sempre cruel.
Sua linguagem,
uma torre de Babel.
Seu discernimento
era forte e brutal.
Hoje…
pouco compreende o seu redor,
há simplicidade e amor.
Muito amor.
Como se as amarras que a prendiam,
que me prendiam,
estivessem desatadas,
sem nó,
sem barreiras,
uma nova fronteira
atravessada.
Como se o passado não existisse,
e o hoje,
mesmo que desconexo,
confuso,
se resumisse em liberdade.
Onde a velha verdade se diluiu,
onde se vê somente
a estrada que ainda resta para seguir,
mesmo sem saber
se há para onde prosseguir.
Mas que sua única guia
fosse sempre fundada no amor —
que existiu,
mas não se exibiu,
não por vergonha,
mas por falta de compaixão,
que agora floriu
e coloriu nossos caminhos..

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