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Mostrando postagens de agosto, 2026

Dimensão

Palavras Tão insignificantes. Quando o amor, imenso e imensurável, no meio dessa densa escuridão. Imensa, amedronta. Vende olhos que poderiam enxergar no escuro. Cada lição aprendida em casa, dispensada na rua, vira universo. Incompreendido, jogado ao vento, se transforma em pó... Você sabe o que pode acontecer, mas seus olhos não podem ver. Nem acompanhar a explosão que se espalha no ar e que poucos podem sentir e compartilhar tudo aquilo que envolve e faz saber, mesmo sem compreender a forma exata do amor que não conseguimos conter, pois não há espaço no coração que consiga dimensionar.

Cuidar

Cuidar, terceirizar, conciliar cuidado e paz, do jeito que somos capazes de sentir segurança sem nos escravizar. Cansaço, dor e alívio, uma mistura que, quando se ajunta, vira confusão. Com as armadilhas da saudade, que habita o coração. Equilibrar o que é possibilidade com aquilo que a razão não nos deixa descansar. Com o imenso vazio que se acomoda na alma e nos envolve por completo. E mesmo sabendo, com toda a certeza, que o correto está sendo feito, faz do sono um despertar. E o sentimento de abandono, que não nos abandona, permanece presente, ocupando a mente, com a tristeza a pesar. O que fazer com essa escolha, que é feita de condição, que temos que atravessar?

Anonimato

Eu não tenho para onde fugir, mas em alguns lugares eu consigo me encontrar. O anoitecer foi de incerteza, o amanhecer, cheio de nobreza, trouxe as soluções que eu precisava, mas não esperava que viessem ao meu encontro. E, como sempre na vida, a gente encontra alguns desencontros. Tomamos posse da superação para estar ao lado dos que demonstram atenção, uma genuína satisfação em estar lado a lado. E é isso que me impulsiona a insistir em acreditar que vale a pena não me encarcerar, mas me reunir com pessoas, cada uma delas singular, assim como eu.

Dissonante

Mas tudo isso ainda é um sonho uma realidade distante. Tenho que enfrentar a vida e encarar a minha verdade. Uma verdade que, ao mesmo tempo em que me prende, também me liberta. Que me faz pensar no futuro sem apagar o passado. Resta-me viver o hoje de uma forma que nem eu sei explicar, mas com a certezade que preciso fazer o meu melhor.