Du
Não sei se, na correria da vida,
as pessoas ainda têm tempo para essas bobagens simples,
como parar um instante para pensar no passado.
Eu, de vez em quando — quase sempre — penso muito nas coisas que ficaram para trás.
Hoje eu estava distraído em meus pensamentos quando tocou uma música.
E, sem pedir licença,
você veio nitidamente à minha cabeça.
Sabe aquelas lembranças boas,
cheias de carinho e amor,
com gosto de amizade verdadeira?
Daquelas que a gente quase nunca mais encontra e que, possivelmente,
nunca mais esbarram em nosso caminho?
Foi exatamente isso que me aconteceu.
Tive até que parar o carro que dirigia
para escrever sobre você.
Porque há um carinho que precisa ser dito.
Um afeto que existe em mim agora
e que sei, com certeza,
nunca morrerá.
Tem coisas.
Tem pessoas.
Tem momentos que permanecem vivos em nossa memória — e dos quais faço questão de lembrar,
de guardar e de falar.
Por isso falo,
ainda que minha voz quase não tenha som.
Ela se resume em palavras escritas,
que dão voz ao sentimento que carrego no peito e que jamais esquecerei.
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