Sem lar
Eu quis voltar para casa,
dormir em meu próprio colchão,
sentir o cheiro das flores,
ser recebido com emoção.
Mas o lar não me acolheu,
nem mesmo me reconheceu.
O brilho nos olhos se apagou,
não expressou satisfação
com o encontro esperado
que não chegou.
E quando abri o portão,
pouca coisa me restou.
Quis voltar,
ser novamente a criança,
ter uma fatia de amor,
um pouco de esperança.
Mas não encontrei.
Procurei me esconder
no abrigo que julgava seguro,
mas ali permaneci,
achegado
à dor e à opressão.
Longe do conforto e do carinho,
e do pouco de proteção que desejei,
agora quero fugir.
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