Fardo
Sabe quando meu amor floresce?
Quando estou levemente embriagado.
Enfim percebo que as minhas palavras,
que eram tão atormentadas,
se amolecem.
Eu me derreto e percebo que uma simples banana
se transforma em uma canção de amor,
pois reconheço cada fragilidade.
Eu percebo que toda hostilidade
se transformou em algo totalmente disperso,
totalmente entregue ao acaso,
aquilo que não se reconhece.
Apenas vive um momento,
espera o nada,
pois não há mais nada a ser esperado.
Porque o hoje se mistura com o passado,
não se assemelha ao futuro,
porque nada é planejado.
Há apenas resquícios de histórias que não sobrevivem
naquele lapso de memória que apenas surge,
que brilha e se apaga com facilidade.
Toda a fragilidade em que tenho de lembrar,
ignorar, planejar,
nem que seja somente na hora do alimento diário,
aquela fórmula mágica que me faz descansar
e redistribuir meu pensamento,
meu sentimento em algo que já se diluiu.
Não se constrói,
apenas se completa no esquecimento
e na falta de esperança.
E eu demorei para perceber que era só correr,
que era só abrir a porta e desaparecer,
e deixar para trás, abandonar
tudo aquilo que eu nunca quis carregar
e que hoje está sobre meus ombros.
Mas os escombros que me esmagavam
não existem mais.
Eles são apenas lembranças
daquilo que não me satisfaz,
são passados, são legados
que já não percebo mais.
Apenas sinto, reflito e vejo
que não há por que continuar carregando,
nos ombros,
um fardo que já não me pertence mais.
Amei perfeito
ResponderExcluirShow demais amigo. Deixar os fardos que não precisamos mais faz bem. Seguindo com leveza
ResponderExcluirLindo demais
ResponderExcluirQue poema lindo neidoca😍
ResponderExcluirFalou muito comigo
Muito bom
ResponderExcluirMaravilhoso
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