Degredo
O degredo, assim como uma ideia,
não foi lançado ao mar,
nem atravessou fronteiras.
Foi apenas o apagar das luzes.
E na voz entoou o desespero.
Houve um quarto onde a luz não entrou.
Foi ali que fiquei.
Não era parede,
era um lugar de silêncio.
Não era noite,
era somente ausência.
Ou apenas uma percepção da fraca luz que se apagou e no degredo se transformou.
Fui afastado sem sair do lugar.
Condenado sem mesmo antes julgar.
Respirando,
com o ar se distanciando de mim.
O degredo não era uma terra distante.
Era esse canto escuro onde me deixaram,
onde me encontrei ou talvez me perdi.
E o mais duro não foi enfrentar a sombra.
Foi aprender a me encontrar e enxergar dentro dela.
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