um papo com Eric

Conversa com Eric

Eric,

sabe de uma coisa que eu fiquei pensando depois da nossa conversa?

É sobre os irmãos, sobre tudo isso que envolve a nossa história.

Quando Deus nos chamou, nós ficamos extremamente consternados.

Como pode Ele ter nos chamado, ter demonstrado o Seu amor, ter nos feito sentir que somos Dele, sendo quem nós somos, e não ter um plano para nós em Sua glória?

Talvez seja por isso que, mesmo cheios de erros, ainda carreguemos, de alguma maneira, a esperança de uma reconciliação.

Talvez seja isso que não nos deixa simplesmente desistir.

Estou viajando aqui...

Rs.

Mas voltei para casa dando continuidade à nossa conversa dentro de mim.

E acredito que exista um caminho.

Um caminho torto, talvez.

Um caminho com mais dor e mais peleja do que o caminho dos outros.

Mas ainda assim, um caminho que poderá nos conduzir à vida eterna.

E eu vou lhe dar um livro.

É para ler.

É sobre a minha experiência com o divino.

Leia sem preconceito.

Porque, na verdade, mesmo quando erramos, mesmo quando fazemos, consciente ou inconscientemente, algo que desagrada a Deus, Ele já sabia que iríamos errar.

E a Sua misericórdia...

Talvez seja justamente o caminho para a salvação.

Deus nos conhece até mais do que nós mesmos.

Quantos estão acorrentados aos próprios erros e ainda assim julgam os outros, apenas para conseguir viver perante os outros?

Mas os nossos erros...

É Deus quem julga.

E talvez nossas próprias falhas também nos levem à evolução.

Tudo está nas mãos de Deus.

Enquanto houver vida, haverá esperança.

Deus sabe de tudo.

E, com certeza, está no controle, mesmo quando o nosso barquinho parece desgovernado.

Então vamos caminhar.

E saber que quem morreu por nós foi Cristo.

Ele conhece as nossas falhas.

Conhece as nossas faltas.

Mas, acima de tudo, conhece o nosso coração.

E eu penso assim:

Eu amo tanto ao Senhor...

E, quando olho para mim e percebo que, diante de tudo aquilo que foi dito ser certo, eu não me enquadro...

eu me pergunto:

Qual seria o propósito Dele se apresentar para mim?

Tem que haver um propósito.

Caso contrário, Ele não teria despertado em nós esse amor.

Esse amor por Ele.

Talvez seja isso que mais me inquieta.

Porque é muito difícil acreditar que Deus despertaria em nós algo tão forte para que, no fim, não houvesse nenhum propósito.

Talvez o nosso caminho seja diferente.

Talvez seja mais difícil.

Talvez seja mais doloroso.

Mas precisa haver um caminho.

E foi muito bom refletir sobre tudo isso com você.

Mesmo que, em algum momento, a gente pense que isso já não faça mais parte da nossa história.

Retomar esse assunto, embora nos assuste, nos dá um pouco de esperança.

E olha só...

Estou chorando.

Rs.

Muito gay.

Rs.

Mas é que a nossa conversa, embora rápida e turbulenta, trouxe à tona muita coisa que estava guardada.

Coisas que talvez eu nem soubesse que ainda estavam aqui.

E agora estão.

Talvez algumas conversas terminem quando a gente se despede.

A nossa não.

Ela continuou comigo quando voltei para casa.

E talvez continue por muito tempo.

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