30

“30 cervejas, 5 cigarros… e continuo vivo.
Gosto de relatar as coisas que acontecem ao meu redor. Hoje foi uma noite agradável. Uma daquelas noites em que consegui contribuir e, ao mesmo tempo, fui acolhido de volta. Houve coisas boas, houve coisas ruins, mas tudo fazia parte daquilo que a vida entrega sem pedir licença.
Hoje a vida me deu a oportunidade de estar entre pessoas estranhas, mas estranhamente parecidas. Pessoas com dores, desejos e histórias diferentes, mas com algo em comum que compartilhamos de forma sincera e satisfatória.
E aqui estamos nós.
É normal? Talvez não. Mas foi verdadeiro. E isso basta.
Boa noite, boa noite, boa noite… porque aqui as pessoas se cumprimentam, se entendem, se reconhecem no olhar. Cada um carrega sua frustração, sua ilusão, sua vontade de continuar vivendo e fazer com que o dia tenha valido a pena.
Depois da labuta, depois da luta diária, chega a hora de descontrair, respirar um pouco e tentar dormir mais leve, para enfrentar o próximo amanhecer.
E amanhã o meu dia vai acontecer… se eu sobreviver.
Mas quase sempre sobrevivo. E, no fim, as coisas acabam encontrando um jeito de seguir da melhor forma possível.
Quero estar pronto para amanhã. Quero que ele seja o melhor dia da minha vida, como tento fazer com todos os outros. Mesmo com as dificuldades, com as atrocidades e os pesos que aparecem pelo caminho, ainda existem vantagens em continuar.
Porque quando encosto a cabeça no travesseiro, eu relembro, repenso e percebo:
valeu a pena ter vivido mais um dia.
Mais uma vez eu sobrevivi.
E sobreviverei enquanto houver vida em mim.”

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