Enfrentamento
Eu enfrento o que tem que ser enfrentado. Eu vivo o que tem que ser vivido. Eu lamento e, às vezes, me corrijo, pois devo ser agradecido, porque, no geral, as coisas não têm sido tão ruins. Se eu olhar para trás, alguns meses foram dolorosos. Hoje está calmo — não a calmaria costumeira, mas está mais respirável.
Então, eu não tenho do que reclamar. Tenho apenas que agradecer e continuar, um dia após o outro, de cabeça erguida, enfrentando os meus problemas e fazendo da vida algo que me surpreenda, para o bem ou para o mal, mas que me traga acontecimentos.
Beijos.
Mas eu percebo a diferença da vida vivida, dos tempos de paz, do sorriso espontâneo que hoje não me acompanha. Eu percebo que hoje é mais fácil chorar, mas eu tenho que suportar, deixar o lamento de lado, para não me entregar. Porque o pior já passou. O pior pode estar por vir, mas hoje é hoje, e não vai me atingir.
Quero voltar a ser descontrolado, andar sem olhar para o lado, não pôr o relógio para despertar, não ter hora para acordar, não ter que fazer o almoço, não ter que fazer o café, não ter que lavar o meu rosto, não ter que expressar minha fé.
Mas tudo isso ainda é um sonho, uma realidade distante. Pois tenho que enfrentar a vida e encarar essa minha verdade, que me prende, que me liberta, que me faz pensar no futuro e esquecer o passado. Viver o hoje de uma forma que eu não sei explicar, mas que eu sei que tenho que fazer o melhor.
E eu tenho que me contentar, me sustentar e me manter em pé, porque a vida segue, e eu não sei quando ela vai findar. E eu quero chegar ao final da melhor forma possível.
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